A esquizofrenia é considerada como um transtorno psiquiátrico raro na população, no entanto, é uma das doenças mentais que mais intrigam os médicos e a sociedade. Por ser uma doença que leva ao indivíduo acometido um grave prejuízo comportamental e social, é de extrema importância que o médico generalista esteja preparado para atender um paciente com esta demanda.

Além do mais, a primeira busca por ajuda geralmente é feita por meio da Unidade Básica de Saúde, visto que nem todas as cidades possuem serviço de saúde mental. Então, facilitamos a sua vida e neste texto você encontrará as condutas a serem empregadas frente a um caso de esquizofrenia.

 

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A princípio devemos estabelecer que o paciente esquizofrênico não possui nenhuma característica que seja patognomônico da doença. Portanto, estar atento aos detalhes comportamentais do paciente e aos relatos dos familiares fará toda a diferença para fecharmos o diagnóstico. Por isso, a importância de aprofundar um pouco mais nos estudos da psiquiatria, tornando-o capaz de identificar os sinais e sintomas o mais rápido possível. 

 

A seguir, algumas análises que o médico deverá fazer e algumas perguntas aos familiares que poderão ajudar no diagnóstico da esquizofrenia:

 

Detalhes comportamentais do paciente:


 

  • - O paciente apresenta:
  1. 1. Aparência desleixada ou ausência de cuidados próprios?
  2. 2. Ecolalia (repetição de sons e palavras) seguidos de episódios de mutismo? 
  3. 3. Comportamento agitado ou violento?
  4. 4. Quadro de catatonia (perturbação do comportamento motor) seguidos de tiques e ecopraxia (repetição de movimentos das pessoas ao redor)?

 

Relatos dos familiares:


 

  • - Pergunte:
  1. 1. O paciente já relatou experiências alucinatórias, como: vozes ameaçadoras e/ou acusatórias?
  2. 2. Além das alucinações auditivas, estão presentes alucinações visuais?
  3. 3. O paciente tem dificuldade de interação com outras pessoas?
  4. 4. O paciente não consegue se vincular a um emprego?
  5. 5. O paciente possui comportamento desconfiado e/ou excêntrico?

 

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Sendo assim, as respostas dessas perguntas serão fundamentais para fechar o diagnóstico de esquizofrenia segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) o DSM-V. São eles: 

 

 

  • - Dois ou mais dos seguintes sintomas devem estar presentes com duração significativa, por período de pelo menos um mês:
    • Delírios
    • Alucinações
    • Discurso desorganizado
    • Comportamento amplamente desorganizado ou catatônico
    • Sintomas negativos (expressão emocional diminuída ou avolia)
  • - Disfunção sócio-ocupacional;
  • - Os sinais contínuos de perturbação persistem pelo período mínimo de 6 meses;
  • - Exclusão de transtorno esquizoafetivo e transtorno de humor;
  • - Exclusão de substância/condição médica geral: a perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de medicamentos ou outras drogas;
  • - Relação com um Transtorno Global do Desenvolvimento: se existe um histórico de Transtorno Autístico ou de outro Transtorno Global do Desenvolvimento.

 

 

Tratamento:

 

Para o tratamento da esquizofrenia deve-se utilizar os Antipsicóticos (APs). Existem os antipsicóticos típicos ou de primeira geração (AP1G) e os antipsicóticos atípicos ou de segunda geração (AP2G). Esses medicamentos devem ser associados a estratégias psicossociais, como o suporte necessário nas questões que envolvam as estratégias multidisciplinares. A seguir um fluxograma do tratamento da esquizofrenia retirado do Tratado de Psiquiatria Clínica, 5° edição:

 

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Pronto, tendo esses pontos em mente, você irá entender e tratar o seu paciente com a qualidade que ele merece. Fique atento ao blog, logo logo traremos mais assuntos da psiquiatria que merecem a sua atenção. Até lá!

 

 

Referências:

 

1. Louzã e Elkis - Psiquiatria Básica, 2a. edição, Artmed, 2007.