Muito se fala sobre o médico da UTI, porém poucos sabem que não é preciso ser especialista para atuar na medicina intensiva. O recente Censo da AMIB mostrou que metade dos médicos de UTI não têm título de especialista. Neste texto, mostraremos como você também pode trabalhar na UTI, mesmo não sendo especialista em medicina intensiva.

Saiba como o CENBRAP pode te ajudar a se tornar um médico especialista (sem residência médica).

   O mais recente Censo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), revelou que 48% dos médicos plantonistas que trabalham na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não têm título de especialista.

   Mas é possível atuar em medicina intensiva mesmo não sendo especialista? Para entender este cenário, precisamos destacar a figura dos 3 personagens médicos dentro de uma UTI. Continue lendo!

                                      

  • Os 3 tipos de médicos da UTI

   A equipe médica de uma UTI é dividida em 3 categorias, cada qual com a sua função:

1. Médico coordenador/responsável técnico: tem o título de especialista em Medicina Intensiva e exerce uma função administrativa, gerindo pessoas, insumos, medicamentos e equipamentos dentro da UTI. Não trabalha em regime de plantão, recebendo por contrato firmado com o hospital responsável.

2. Médico diarista/rotineiro: também é titulado e tem a função de passar a visita na UTI todos os dias para avaliar a evolução clínica e definir novas condutas. Além disso, organiza a escala de plantões da UTI. Não trabalha em regime de plantão, recebendo por contrato firmado com o hospital responsável.

3. Médico plantonista: não precisa ter o título de especialista; trabalha em regime de plantão, sendo responsável pela monitorização dos pacientes e resolução de intercorrências durante seu turno. Para a maioria dos médicos, essa é a porta de entrada para o mundo da Medicina Intensiva.

  • Por que muitos médicos dão plantão na UTI?

   Em primeiro lugar, destacamos que a UTI é um lugar de profundo aprendizado! A cada plantão, o médico tem contato com novos pacientes, os quais apresentam diversas comorbidades, possíveis intercorrências e condutas complexas. Trabalhar na UTI não é “aprender um pouco de tudo”, mas sim conhecer tudo e de maneira aprofundada!

   Além disso, muitos médicos dão plantões em UTI para cumprirem o pré-requisito de atuação em medicina intensiva e, então, prestar a prova de título. Segundo a AMIB, para prestar a prova, o médico precisa atuar em UTI por, pelo menos, 8 anos.

   Sendo assim, mesmo não tendo feito residência, o médico pode ir trabalhando em UTIs, recebendo bem por isso e, após ser aprovado na prova de título, tornar-se especialista em medicina intensiva!

  • Por que muitos médicos estão fazendo Pós-graduação em Medicina Intensiva?

  A Medicina Intensiva é uma das mais complexas especialidades médicas, uma vez que geralmente conduz pacientes com múltiplas comorbidades, em situações críticas de saúde.

   Diante disso, visando a capacitação para ofertar a melhor conduta ao paciente grave, muitos médicos optam pela Pós-graduação em Medicina Intensiva. Além disso, por meio da Pós, médicos valorizam seu currículo, se destacam no mercado de trabalho e ficam mais confiantes durante seus plantões em UTI.

   Aqui no CENBRAP, a Pós-Graduação em Medicina Intensiva segue a todo vapor, mesmo em tempos de pandemia: nossos alunos estudam online agora e têm o mesmo módulo no presencial depois (sem pagar nada a mais por isso)!

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   Em breve, voltaremos a discutir sobre o médico na UTI e a medicina intensiva. Até lá!


Referências:

Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Censo plantonistas 2017.