Por Cenbrap em sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
Fonte: Cenbrap
O que é a neurotensina?
A neurotensina é um peptídeo composto por 13 aminoácidos que atua como neurotransmissor e neuromodulador, participando da regulação neuroendócrina e da comunicação entre diferentes sistemas cerebrais.
Quais hormônios influenciam os níveis de neurotensina no cérebro?
Os níveis de neurotensina em regiões como o hipotálamo, área pré-óptica e núcleo arqueado são modulados por:
Referência: SADOCK, B. J.; SADOCK, V. A.; RUIZ, P. Compêndio de psiquiatria: ciência do comportamento e psiquiatria clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
- Hormônios gonadais;
- Hormônios adrenais;
- Hormônios tireoidianos.
- Serotoninérgico;
- Dopaminérgico;
- GABAérgico;
- Glutamatérgico.
- Efeito analgésico;
- Redução da resposta ao estresse.
- Baixos níveis de neurotensina no líquor;
- Alterações na ligação dos receptores de neurotensina, especialmente no córtex entorrinal.
- Aumenta os níveis de neurotensina no núcleo accumbens e no núcleo caudado;
- Em pacientes com esquizofrenia e níveis baixos basais de neurotensina no líquor, observa-se aumento após o tratamento, acompanhado de melhora clínica,
- Parkinsonismo induzido por antipsicóticos;
- Distonias;
- Discinesia tardia.
- Redução da ativação do sistema dopaminérgico mesolímbico;
- Efeito semelhante ao dos antipsicóticos atípicos;
- Ausência de alterações importantes na locomoção ou na inibição pré-pulso.
- Bloquear a neurotensina aumenta a liberação de dopamina no núcleo accumbens;
- A própria neurotensina reduz a atividade motora induzida por estimulantes.
- Pode aumentar a recompensa de estímulos fracos (semelhante a estimulantes);
- Pode reduzir respostas máximas, como os antipsicóticos.
- O uso crônico de álcool reduz a expressão de receptores de neurotensina;
- Animais com preferência por álcool apresentam níveis reduzidos de neurotensina no córtex frontal;
- A neurotensina mimetiza vários efeitos do álcool.
- Aumento da neurotensina no núcleo accumbens quando administrada isoladamente;
- Atenuação do aumento induzido pela cocaína.
- Dificuldade em diferenciar estado vs. Traço;
- Influência de variáveis de confusão;
- Estudos pequenos e realizados em condições experimentais;
- Escassez de estudos longitudinais e de custo-efetividade.
- Eixo hipotálamo–hipófise–adrenal (HPA);
- Função tireoidiana.
- Estudos genéticos de polimorfismos relacionados à resposta hormonal;
- Avaliação rotineira do estado endócrino em ensaios clínicos;
- Estudos prospectivos que demonstrem benefício clínico claro.
Referência: SADOCK, B. J.; SADOCK, V. A.; RUIZ, P. Compêndio de psiquiatria: ciência do comportamento e psiquiatria clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.